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Prevalência de transtorno mental comum entre universitários: um estudo tipo coorte

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Introdução: A saúde mental dos estudantes universitários tem despertado maior atenção devido ao aumento da prevalência das perturbações psiquiátricas nesta população, tendo predominância o Transtorno Mental Comum (TMC), cujo conceito envolve as pessoas que sofrem mentalmente e que apresentam sintomas como irritação, cansaço, esquecimento, redução da capacidade de concentração, ansiedade e depressão. Dentre os fatores desencadeantes destas patologias, podem ser citadas a competição entre os jovens para o ingresso em determinadas instituições, a reduzida preparação para enfrentar as exigências acadêmicas e a superproteção dos pais. Objetivo: Averiguar a prevalência de TMC entre estudantes de Medicina e de Arquitetura e Urbanismo (AU) de uma universidade comunitária do interior do Rio Grande do Sul, Brasil. Metodologia: Tem-se realizado uma coorte junto aos estudantes de Medicina e de AU, na qual os alunos de AU representam o grupo controle. A coleta se iniciou no segundo semestre de 2015 e se deu através de um questionário onde, para avaliação da saúde mental, utilizou-se o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), definindo-se como ponto de corte 8 pontos. Para análise da diferença entre os grupos se utilizou o teste de Qui-quadrado. Resultados: Na primeira fase do estudo, a amostra se constituiu de 233 alunos, sendo 159 da Medicina e 74 da AU, dos quais 69,53% eram do sexo feminino, 95,30% da cor branca e a idade média foi de 22 anos. A média de escores no SRQ-20 foi de 7 pontos e a prevalência de TMC foi de 41,6%. Entre os grupos não houve diferença significativa (p=0,549). Conclusão: No Brasil, a prevalência de TMC oscila entre 28,7% a 50%. O percentual encontrado neste estudo, embora alto, se encontra dentro do relatado na literatura. Esta elevada prevalência encontrada de TMC sugere a necessidade de intervenções precoces, já que isto prejudica o convívio social e o sucesso acadêmico.