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Pesquisa dos conhecimentos de gestantes sobre a Zika durante epidemia

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Introdução: Sabe-se que o nascimento de uma criança gera expectativas positivas em torno desta por parte de familiares e amigos. Entretanto, após a epidemia de microcefalia por Zika vírus, observou-se uma preocupação mundial a cerca da gravidez, fazendo desta não mais uma razão de alegria, mas de um forte temor. Se antes o parto era visto como um momento de grande felicidade, após a confirmação de tantos casos, passou a ser, muitas vezes, um momento de desespero, lágrimas, confusão e medo. Objetivo: Avaliar o conhecimento de gestantes a respeito da relação existente entre Microcefalia e Zika. Métodos: Estudo analítico-descritivo, quantitativo com 83 gestantes de Unidade Básica de Saúde de Fortaleza-CE, aplicando-se fórmula sobre conhecimento geral e percepção de gestantes sobre a Zika. Discussão: Teve-se que 52 (65%) das gestantes sabiam o que era microcefalia e 48 (60%) sabiam da relação entre a infecção pelo Zika vírus durante a gravidez e a possível ocorrência de microcefalia no neonato, o que mostrou um bom nível de conhecimento. Quando questionadas sobre o que sentiam em passar por um período epidêmico de Zika, 36 (44,4%) afirmaram sentir medo, outras 10 (12,4%) tinham sentimentos entre insegurança e alerta, e 19 (23,4%) alegaram nenhum sentimento durante esse período. Quando confrontados esses sentimentos com a adoção de alguns dos métodos preventivos da Zika, todas utilizavam algum método, sendo os mais adotados o uso de repelentes (45%) e a redução dos criadouros do mosquito (29,4%), entretanto, muitas (34,1%) não usavam nenhum método. Conclusão: Assim, percebe-se que muitas gestantes estão bem informadas sobre os perigos de adquirir Zika durante a gravidez, refletindo-se em seu medo e preocupação de adquirir a doença e na adoção de métodos para evitar tal infecção, porém, ainda se observa um grande número delas que ainda pouco conhece e se previne contra a doença.