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Percepção de violência obstétrica por mulheres assistidas em maternidades de Porto Alegre

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Introdução: violência obstétrica (VO) é um problema de saúde pública reconhecido pela Organização Mundial da Saúde e tem prevalência estimada de 25% no Brasil (Venturi, 2013). VO são as diversas formas de violência contra mulheres no período gravídico-puerperal, incluindo, violência institucional (e.g. impossibilidade de fornecer analgesia) e da equipe assistente (e.g. intervenções desnecessárias e/ou danosas). Objetivo: comparar a prevalência de VO em maternidade pública e privada, conforme a percepção das mulheres. Métodos: estudo transversal com puérperas atendidas no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e Hospital Moinhos de Vento (HMV) – serviços público e privado, respectivamente. Foram selecionadas aleatoriamente puérperas com recém-nascido a termo e sem intercorrências neonatais. Após 30 dias do parto, foi aplicado questionário estruturado no domicílio. Para as análises estatísticas, usou-se o teste de Qui-quadrado. Resultados: das 287 entrevistadas, 12,5% sentiram-se vítimas de desrespeito, humilhação ou maus-tratos por parte dos profissionais de saúde. Percepção de falta de privacidade ocorreu com 16,1% e 15,1% não se sentiram à vontade para esclarecer dúvidas. Pedido de analgesia foi recusado a 15,3% das mulheres. Durante o trabalho de parto, a 86,1% não foram ofertados líquidos e alimentos leves no HMV vs. 35,7% no HCPA (OR 11,1; p