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Introdução: No Brasil, a Dengue, Zika e Chikungunya correspondem a chamada “tripla carga viral” sendo uma realidade preocupante na área adstrita da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Neide, com 79 notificações de síndrome febril de janeiro a junho de 2016, representando mais de 10% dos casos suspeitos de SF registrados no município de Mossoró. Destes 36,7% estão concentrados em uma única microárea, a de número 01. Objetivo: Intervir na promoção da saúde local, buscando uma sensibilização social sobre a importância da prevenção e combate dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Metodologia: Trata-se de um estudo de intervenção realizado na microárea 01 da UBS Maria Neide, desenvolvido em 4 etapas: mapeamento dos focos; classificação dos criadouros; intervenção multiprofissional; utilização de peixes. Discussão e Resultados: Após o levantamento dos focos iniciou a intervenção, com as atividades educativas na comunidade e distribuição de peixes nos reservatórios. Os peixes, reforçaram condutas anteriores e promoveram erradicação das larvas, tanto que somadas as etapas da intervenção, obteve-se uma eficiência de 86%, com erradicação de 10 criadouros, dentre os 12 encontrados, inicialmente. A Educação Popular em Saúde mostrou-se ser uma importante ferramenta no engajamento da população nos problemas da comunidade, ressaltando a importância de sensibilizar a comunidade sobre a necessidade de combater os focos do Aedes Aegypti, evitando o aumento da incidência de casos de Dengue, Chikungunya, Zika. Conclusão: A Promoção da Saúde, realizada a partir de ações intervencionistas e multiprofissional, respeitando a cultura de cada indivíduo, pode melhorar os indicadores de saúde e ainda a qualidade de vida de toda uma população. Ações voltadas ao esclarecimento da doença e as formas de eliminar os criadouros das larvas do mosquito são fundamentais para o sucesso de intervenções contra criadouros de mosquitos na comunidade.