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Médico de família: uma peça fundamental na luta contra o tabagismo

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Introdução: Atualmente o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas ao ano sendo 600 mil dessas são fumantes passivos melhorar esse índice é um desafio pertinente ao médico de família. Objetivo: Diminuição da população tabagista por meio de grupo de apoio ocorridos na unidade de saúde. Descrição da experiência: Pacientes são convidados a participarem do grupo por convite das ACS e listas disponíveis na recepção, os encontros ocorrem semanalmente no primeiro mês quinzenalmente no segundo mês e encerram-se com um encontro no terceiro mês. Os grupos contam com a presença da médica, farmacêutica e psicóloga; após o segundo encontro há alternância dos profissionais de fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição e educador físico conforme a fase de tratamento em que o paciente se encontra. Após a realização do teste de Fagestron aplicado no primeiro encontro, é ofertado de forma individualizda tratamento coadjuvante com Bupropiona e Adesivo de Nicotina. Discussão: Dentre os participantes 73% são do sexo feminino sendo sua maioria 37% com idade entre 51 a 60 anos, 38% apresenta teste de Fagestron considerado muito elevado seguido por 30% considerado elevado. O maior índice de desistência foi no segundo encontro totalizando 46%. Ao final dos três meses 33% cessaram o hábito de fumar e 21% diminuiram o consumo. Dentre os pacientes que abandonaram o tabagismo 62% tinham o teste de Fagestron considerado muito elevado. Conclusão: O grupo de apoio a cessação do tabagismo se tornou um alicerce na luta contra o tabaco sendo o médico de família uma importante peça nessa construção, uma vez que sua presença constante nos grupos possibilita uma maior aceitação no tratamento e estreitando ainda mais a relação médico-paciente.