Habilidades e competências do terapeuta ocupacional no nasf
Introdução: Com a criação do Núcleo de Apoio à saúde da Família (NASF), que aconteceu por meio da portaria GM nº 154, de janeiro de 2008, que visa à amplificação da resolutividade através do apoio matricial e pedagógico às equipes da Estratégia de Saúde da Família, a Terapia Ocupacional realiza ações na perspectiva generalista nos variados públicos do território. Objetivo: Desvelar na perspectiva das terapeutas ocupacionais, quais as habilidades e competências necessárias para o trabalho na atenção primária. Metodologia: Utiliza-se na metodologia deste estudo a pesquisa do tipo qualitativa, sendo de caráter descritivo – exploratória, no qual empregou-se o grupo focal para com 10 terapeutas ocupacionais do Nasf do Distrito Federal, e para a análise de dados usou-se o discurso do sujeito coletivo. Seguiu-se resolução do CNS 466/2012. Resultados: No discurso do sujeito coletivo a seguir, percebe-se: “Eu formei num modelo hospitalocêntrico, que iria para o ambulatório e o hospital, esse era o máximo que tinha de relação em equipe, mas cada um dentro de suas caixinhas, vocês estão tendo a oportunidade de terem disciplinas de atenção básica, mas que isso, vocês estão no campo da vida como ela é, com os problemas que a gente tem, possuindo um olhar crítico para identificar quais são as habilidades necessárias para que o terapeuta ocupacional esteja no Nasf. Não tive isso na minha formação, eu tive afinidade com a temática, fui desenvolvendo e a vida foi colocando”. Discussão/ Conclusão: De acordo com o discurso proferido nota-se que as terapeutas ocupacionais estão implicadas na construção e consolidação do Nasf, mesmo se deparando com as adversidades oriundas da sua formação, o que obviamente significa déficits no bojo da atenção básica, mas a motivação, o engajamento, e a procura de se aperfeiçoar sobrepõe as limitações impostas as profissionais.