Fragilidade em idosos: uma proposta de abordagem na APS
Introdução: O idoso frágil é o subgrupo que cresce acentuadamente e que mais demanda cuidados em saúde, serviços comunitários, de suporte e cuidados de longo prazo. Estima-se uma prevalência da fragilidade de 10 a 25% das pessoas acima de 65 anos e 46% acima dos 85 anos, conferindo-lhes alto risco para desfechos clínicos adversos. As características de apresentação da fragilidade no idoso são: fraqueza, fadiga, anorexia, desidratação e perda de peso, inatividade, sinais de sarcopenia, osteopenia, anormalidades de equilíbrio e marcha lentificada, condicionamento físico precário e desnutrição. A Atenção Primária à Saúde (APS) é sensível às principais condições de saúde da população e apresenta sustentabilidade e capacidade de absorção desta população, além de importantes ferramentas para abordagem de condições crônicas e prevalentes como a fragilidade. Objetivo: Elaborar uma proposta de abordagem específica pela APS à fragilidade em idosos. Metodologia: Revisão bibliográfica e compilação da abordagem à fragilidade em idosos bem como os princípios e ferramentas da APS para isso. Discussão: Os papéis de várias ferramentas da APS, como o primeiro acesso, longitudinalidade, coordenação do cuidado, visita domiciliar, medicina centrada na pessoa, agentes comunitários de saúde, entre outros, são apresentados neste trabalho como instrumentos para uma abordagem específica à fragilidade em idosos no contexto da APS. A compilação dos conceitos já consagrados pela geriatria em associação com tais ferramentas direcionou um novo modelo de detecção, atuação e prevenção da fragilidade. Através da educação permanente, abordagem ampla do idoso, assistência domiciliar, reconhecimento precoce, vigilância e medidas de empoderamento social com o consequente fortalecimento da APS, este modelo se tornou possível para aplicação nas mais diversas unidades de saúde. Conclusão: Apesar da relevância do tema, muito pouco se encontra nas principais bases de dados utilizados pela MFC acerca da fragilidade do idoso, o que enfatiza a importância de trabalhos que relevem a discussão.