Efeitos adversos da poliquimioterapia em pacientes com hanseníase: uma revisão integrativa
INTRODUÇÃO: A poliquimioterapia (PQT) é um tratamento eficaz para a hanseníase que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito da Atenção Primária em Saúde (APS), apresentando um impacto direto no controle desta endemia no Brasil. A PQT pode provocar intolerância e reações adversas, que devem ser reconhecidas precocemente pelos profissionais da saúde na APS, pois pode ocasionar a má aderência ao tratamento medicamentoso e até o abandono do mesmo, pelos pacientes, se não identificados rapidamente, durante o seguimento clínico ambulatorial. OBJETIVO: realizar uma revisão integrativa sobre reações adversas da PQT, que possa ser útil ao profissionais que manejam os pacientes de hanseníase, na APS, tendo em vista a escassez de estudos controlados sobre o tema. METODOLOGIA: Foi realizada busca com as palavras chaves referentes aos idiomas inglês e português, tendo como unitermos hanseníase/hansen´s disease; reações adversas/ adverse effects; poliquimioterapia /multidrugtherapy, nas bases do Pubmed, Scielo e Bireme, no período de 2007-2011. Foram encontrados 33 artigos, dos quais apenas 24 foram incluídos, pois versavam sobre o tema em análise. DISCUSSÃO: A dapsona apresentou como efeito adverso mais frequente as anemias hemolíticas leves; já a rifampicina, sintomas gastrointestinais (dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia), eritema e prurido cutâneo; a xerose cutânea e alteração da pigmentação da pele foram os efeitos adversos mais descritos relacionados à clofazimina. Como reações adversas mais graves e incomuns foram descritas para a dapsona: síndrome de Stevens-Jonhson, síndrome da dapsona e agranulocitose; a síndrome pseudo-gripail, insuficiência respiratória e insuficiência renal aguda para rifampicina. CONCLUSÃO: Há poucos estudos controlados sobre efeitos adversos à PQT, por isso, é importante que médicos de família e comunidade, assim como generalistas, atuantes na APS orientem e monitorem seus pacientes em relação as reações adversas, reduzindo assim a taxa de abandono do tratamento medicamentoso, controlando adequadamente a hanseníase no Brasil.