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Introdução: A hanseníase ainda se constitui um sério problema de saúde pública, pode acometer todas as faixas etárias. A prevalência da doença em crianças e adolescentes com menos de 15 anos é maior em países endêmicos. O estudo trata-se de um relato de caso que aponta as vivências de uma médica de família no tratamento e acompanhamento de uma adolescente acometida pela hanseníase. Objetivo: Analisar e compreender o manejo de criança e adolescente com hanseníase e as singularidades no processo de diagnóstico e tratamento. Metodologia: Estudo descritivo por meio de prontuário e entrevistas com uma portadora adolescente de hanseníase. Resultados: paciente de 14 anos, sexo feminino, residente em Gurupi –TO . Histórico de que aos sete anos apresentou os primeiros sinais de hipocromia bem delimitada na mão e nas pernas e foi tratado com corticoide e antifúngico na UBS. Aos 13 anos retorna com as mesmas queixas, no entanto fez uso de corticoides e foi encaminhada para o serviço de dermatologia. Retorna com diagnóstico de Hanseníase, com placas eritematosas, alterações de sensibilidade e perda de pelo nos braços , pernas e face, apresenta histórico de três familiares com a doença. No inicio apresentou transtornos psiquiátricos devido a estética da pele, preconceito na escola e efeitos das medicações. Realizado acompanhamento psicológico. A partir do 4º ciclo da medicação, queixou-se de dormência na mão direita, ressecamento da pele e melhora na aparência das manchas e do estado psicológico. Conclusão: O caso destacou-se que o diagnóstico precoce é essencial para a prevenção de incapacidades e controle da doença. É fundamental fortalecer a rede de apoio social e educação em saúde e capacitação dos profissionais de saúde no diagnóstico para a diminuição da prevalência e incidência de casos em crianças e adolescentes