Acesso e uso de serviços de saúde no município de São Paulo
Introdução: Qual o tamanho ideal de uma população afiliada a uma equipe de saúde da família e quais são os serviços de saúde utilizados por essa população, são questionamentos fundamentais para garantir acesso adequado e contínuo. Estudos nacionais sobre o tema comumente partem de inquéritos de saúde de base populacional. Em São Paulo o uso de serviços de saúde nos 15 dias anteriores a entrevista tem sido crescente, sendo de 14,9% em 1989, 28,1% em 1994 e 38,3% em 2006. Diante do contexto deste município, de múltiplas opções de acesso tanto para o sistema público quanto ao privado, faz-se importante o conhecimento da demanda por serviços de saúde. Objetivo: Descrever o uso de serviços de saúde no município de São Paulo. Método: Inquérito de saúde de base populacional do Município de São Paulo 2015 (ISA-CAPITAL). Os dados de utilização de serviços de saúde serão apresentados de forma gráfica nos moldes de “Ecology of Care”. Resultados: No mês anterior à entrevista, 480 pessoas referiram ter tido algum problema de saúde, destes 65,4% (314) utilizaram algum serviço de saúde. Dentre os que não procuraram ajuda, 75% foi por não acharem necessário. Dentre as pessoas atendidas, 30,9% (97) foram em clínica ou consultório, 29,4% (92) em UBS, 17,3% (54) em pronto socorro, 11,7% (37) em AMA, 7,1% (22) em ambulatório hospitalar e 3,5% (11) em outros serviços. Das pessoas atendidas, 8,9% (33) foram encaminhadas, sendo que destas, 30,9% (10) foram a partir de uma unidade básica de saúde. Conclusão: Os achados deste estudo dialogam com estudos internacionais e nacionais, com diferenças que indicam mudanças na utilização e na organização do sistema de saúde. A utilização de serviços deve continuar sendo objeto de investigação e para tanto, é importante que inquéritos de saúde, enquanto principal fonte de dados populacionais, abordem tal tema.