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Abordagens comportamentais do médico de família em cuidados paliativos: revisão de literatura

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Introdução: Com o progressivo envelhecimento populacional e aumento de doenças-crônico-degenerativas, os cuidados paliativos tornaram-se essenciais na prática médica do cotidiano. O cuidado paliativo se insere como uma medida extremamente necessária, com a abordagem de promover a qualidade de vida, de prevenir e aliviar o sofrimento de indivíduos e de seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da existência. Entretanto, muitos profissionais de saúde desconhecem técnicas de paliação e são escassas as publicações dirigidas para esta área de atuação. Objetivo: Definir, através de revisão literária, as abordagens comportamentais que o médico de família e comunidade pode fazer uso em cuidados paliativos. Metodologia: Foi realizada revisão literária a respeito do tema Médico de Família e Cuidados Paliativos, incluindo artigos originais, relatos de casos e revisões sistemáticas, publicados entre os anos de 1994 e 2014. Foram considerados os periódicos indexados nas principais bases de dados de acesso gratuito. Discussão: A história dos cuidados paliativos e do médico generalista sempre estiveram relacionadas. Antes mesmo do termo atenção primária ser cunhado, o perfil do médico que atendia a pacientes em estado terminal era o mesmo daquele que o faz hoje – o médico de família – com uma abordagem centrada no paciente e em sua família, buscando uma visão integral do ser. A análise temática destacou o propósito das pesquisas, que foram agrupadas em categorias temáticas como: atenção primária e seus papéis e barreiras em cuidados paliativos, comunicação em cuidados paliativos, abordagem ao cuidador, abordagem familiar e assistência espiritual. Conclusão: Apesar dos poucos estudos na área de cuidados paliativos relacionados com a atenção primária, não é possível negar a importância da atuação do médico de família e comunidade com relação ao paciente terminal. A formação em medicina de família proporciona uma visão distinta daquela do meio hospitalar, do paciente e sua família.