A sala de situação como ferramenta para ampliar o acesso na USF.
Introdução: Durante as práticas realizadas no componente Atenção Primária em Saúde na Comunidade II, ofertada pelo curso de medicina do Centro Universitário de João Pessoa, no período de Agosto a Novembro de 2015, foi constatada uma baixa adesão dos usuários da Unidade de Saúde da Família Torre II aos programas de acompanhamento como Hiperdia, pré-natal, entre outros, suscitando nos estagiários o interesse em descobrir o motivo da defasagem nas metas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Objetivos: Analisar a sala de situação como instrumento promotor de acesso segundo as necessidades dos usuários na USF Torre II. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva de caráter exploratório. Foi realizado um levantamento de dados de quatro metas do Ministério da Saúde, nos arquivos da USF, referentes aos meses de Março, Maio e Agosto de 2015. Posteriormente, os dados foram analisados e comparados com as respectivas metas. Discussões: A captação de gestantes no 1º trimestre da gestação, que de acordo com o governo deveria ser de 100%, encontrava-se em 77%. O acompanhamento de hipertensos, que deveria estar com sua meta em 70%, encontrava-se em 55%. O acompanhamento de Diabéticos encontrava-se em um valor de 35%, quando o indicado é 70%. O acompanhamento das famílias pelos agentes comunitários de saúde, apresentou-se com o percentual mais grave, em que o valor obtido foi de 52%, enquanto o valor adequado é de 100%. Conclusão: Concluiu-se que as metas analisadas estavam abaixo do percentual preconizado pelo Ministério da Saúde. Assim, necessita-se de ações que visem à otimização do atendimento na USF, através de palestras, realização de acolhimento, melhor abordagem individual e melhoria na qualificação dos profissionais, favorecendo o acesso aos usuários da USF segundo suas singularidades e o aumento do vínculo USF-usuário, bem como uma Sala de Situação mais produtiva.