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A importância da Atenção Básica em ambientes marginalizados

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Introdução: com a promulgação da constituição brasileira de 1988, a saúde se tornou um direito social fundamental, cabendo ao Estado garanti-lo. Contudo, 30 anos depois constata-se a precariedade desse serviço, sobretudo em comunidades menos favorecidas e instituições historicamente marginalizadas, como cárceres. Objetivo: 1) descrever a experiência de alunos de medicina em ações de assistência a jovens privados de liberdade; 2) demonstrar a importância da Atenção Básica (AB) em centros de atendimentos à adolescentes infratores. Metodologia ou descrição da experiência: trata-se de uma análise descritiva oriunda de uma experiência realizada por alunos de medicina dentro do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório de Blumenau-SC (CASEP). A intervenção foi realizada por meio de três visitas fracionadas em conjunto com o professor regente da disciplina e com os socioeducadores vinculados à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SJC-SC). No primeiro contato foram desenvolvidas ações relativas ao tema sexualidade, a partir do traçado de um jogo da velha. Numa segunda explanação, construiu-se uma dinâmica embasada na problemática do uso equivocado de medicamentos controlados. Findando as vivências no centro de atendimento supracitado, os participantes construíram murais educativos que abordavam a temática da resiliência, tema previamente definido pelos acadêmicos. Resultados: através das ações, notou-se relativa compreensão dos tópicos de saúde e bem-estar pelos adolescentes infratores. Todavia, na prática diária no ambiente trabalhado esses conhecimentos foram, geralmente, ignorados pelos jovens. Ademais, constatou-se direta relação entre a frágil presença da saúde pública com a baixa praticidade dos conhecimentos expressados pelos adolescentes. Conclusão ou Hipóteses: Evidencia-se a contrariedade entre as condições verificadas e os benefícios propostos na legislação brasileira, já que muitos jovens apreendidos não recebem o tratamento devido. Por isso, há a instância de reviver nesses jovens seus conceitos sobre saúde básica, além de lhes garantir acesso à mesma, não só dentro, mas também fora do Centro Educativo.