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A tuberculose no subúrbio ferroviário de Salvador: desfecho de 2001 a 2010.

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Introdução: A tuberculose é uma doença infecciosa grande importância para a Saúde Pública. A Bahia ocupa o terceiro lugar em notificação de casos, sendo Salvador responsável por cerca de 40% dos casos notificados no estado. Foi observado na realidade da capital soteropolitana depois de 10 anos da ampliação da atenção básica, com a implantação da Estratégia da Saúde da Família (ESF) e a incorporação do Programa de Controle da Tuberculose (PCT), como uma das suas atividades, a descentralização das ações no tratamento da tuberculose e o avanço na melhoria dos desfechos de tratamento no Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário. Objetivo: Descrever e analisar os desfechos do tratamento da Tuberculose através dos números do Programa de Controle da Tuberculose na realidade do Distrito do Subúrbio Ferroviário de Salvador de 2001 a 2010. Resultado: Na década de 2001 -2010, foram registrados 2.591 casos de tuberculose, dentre estes 12,5% (323/2591) dos casos foram ignorados, 60,9% (1578/2591) dos casos foram curados, registrou-se evasão do tratamento 5,8% (151/2591), foram relatados óbitos por tuberculose em 1,1% (29/2591), e 0,4% (11/2591) tratavam-se de tuberculose multirresistente. Discussão: Em 2010, a Tuberculose (TB) foi colocada como segundo maior problema de saúde no Distrito Sanitário do Subúrbio Ferroviário (DSSF) Conferencia Distrital de Saúde. O presente estudo identificou um baixo percentual médio de cura (60,9%) e relativamente alto percentual médio (5,8%) de abandono nos anos referidos (2001-2010) no DSSF do município de Salvador. Assim, o tratamento da TB não vem conseguindo atingir a meta proposta pela OMS de dar alta por cura de 85% dos casos diagnosticados, mas vale ressaltar que a meta intermediária proposta que é de 69,3% foi atingida somente em três anos neste período (2004,2005 e 2006). Esses baixos percentuais de cura e altos de abandono sugerem que existe uma baixa adesão ao tratamento.