Assistência domiciliar a paciente em surto psicótico

Vol 2, 2019 - 113484
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Resumo

Introdução: A atenção básica, através da Estratégia de Saúde da Família, configura um campo de prática e de produção de novos modos de do cuidado em saúde mental. Objetivo: Relatar o caso de um jovem com transtorno mental severo em que a abordagem e início dos cuidados aconteceu no domicílio. Relato da experiência: Após discutir com o residente de MFC o caso de um jovem de 19 anos, em surto psicótico, a Agente Comunitária de Saúde (ACS) programou para ambos uma visita domiciliar. Foi informada pela família que o jovem tinha esquizofrenia, parou com a medicação e tinha sido internado no hospital psiquiátrico por 28 dias. Era usuário de maconha. Durante a primeira visita mostrou-pouco colaborativo, não agressivo, discurso desorganizado e com alucinações. O caso foi discutido na reunião mensal do NASF, e toda a equipe participou da elaboração do plano terapêutico. As visitas da ACS e do residente aconteciam a cada dois dias e continuaram regularmente até a terceira semana quando o jovem indagou se ficaria igual ao tio que era portador de esquizofrenia severa e residia próximo. A equipe procurou valorizar as potencialidades do paciente e autonomia do jovem. Resultados: Houve aceitação do tratamento. Junto com o médico residente o paciente foi para a Unidade Básica de Saúde receber medicação injetável. Os pais encaminhados ao CAPs, passaram por acolhimento com a psicóloga até encontro com o paciente. Os retornos na UBS estão acontecendo e ele mostra-se interessado voltar aos estudos. Conclusão. O vínculo criado com a equipe e apoio do NASF foi estratégico na oferta dos cuidados. A atenção domiciliar inicial foi uma alternativa válida para iniciar o tratamento do transtorno mental e tornou a intervenção mais efetiva acredita-se pelo fato de existir um também adequado suporte familiar.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  • 2 Secretária Municipal de Saúde de Maringá (SMS Maringá)
Palavras-chave
QD12 Relação médico-paciente
QD323 Tomada decisão compartilhada
QR36 Relato de caso
W58 Aconselhamento/escuta terapêutica