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Projeto de extensão como ferramenta de disseminação de conhecimento e desmitificação da Herpetofauna.

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O projeto "Bio na Rua", criado pelo Professor Paulo Cesar Motta do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília em 2001, possui como principal meta levar o conhecimento sobre Biologia prática e teórica a leigos e alunos de ensino fundamental e médio. Além disso, o projeto visa despertar interesse no público, erradicar mitos e frisar a importância ecológica de certos grupos de plantas e animais. Criado pelo professor Paulo César Motta do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília, o projeto atualmente conta com materiais como pequenas coleções entomológicas, placas de cultura de bactéria, exsicatas de plantas e mamíferos taxidermizados, o que permite a contemplação de relevantes áreas da Biologia. Dentro desse contexto, a disseminação de conhecimento acerca da herpetofauna tem ocupado relevante espaço, não só quebrando mitos acerca de cobras e lagartos e ilustrando a importância ecológica desses animais, mas também ensinando ao público como identificá-los e possivelmente evitar acidentes. Durante suas aplicações, o projeto já utilizou indivíduos legalizados e domesticados de Jiboia (Boa constrictor constrictor) e um calango nativo de Brasília (Tropidurus torquatus) como exemplos para uma ilustração da morfologia básica de um réptil, de modo a familiarizar o público com esses animais e mudar sua a imagem perante o senso comum. As ideias de que jiboias são animais peçonhetos e que todas as cobras são agressivas estão entre os exemplos de mitos já observados e minimizados pelo Bio na Rua. A área de abrangência do projeto tem sido bastante ampla, atendendo desde feiras escolares até eventos em prédios públicos como a 'Semana do Meio Ambiente' do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Em síntese, trata-se de um projeto que procura, no âmbito da herpetofauna, desmitificar tal grupo de modo a despertar o interesse do público e acabar com a 'má fama' desses animais.