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Percepção de risco em Leptodactylus podicipinus (Cope, 1862) (Anura, Leptodactylidae)

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O período reprodutivo expõe machos e fêmeas de diversas espécies de anfíbio a um alto risco de predação. A percepção do risco de predação juntamente com a probabilidade atual e futura de reprodução, podem moldar as táticas antipredatórias e o esforço reprodutivo. Tais adaptações visam maximizar o encontro com o parceiro e minimizar o encontro com o predador. No presente estudo nós avaliamos como os estágios maturação sexual influenciam na percepção do risco de predação em Leptodactylus podicipinus. O trabalho foi realizado na base de estudos do pantanal em janeiro de 2017. Os indivíduos foram capturados através de busca ativa. O experimento foi realizado no dia seguinte. Para simular o risco de predação utilizamos uma tampa plásticas com raio de 38cm. O experimento foi conduzido da seguinte forma, um indivíduo era retirado de uma caixa de isopor e colocado no centro de uma arena de 5x5m. O modelo de risco era aproximado sempre do lado esquerdo do anuro. A percepção do risco foi considerada como a distância entre o modelo e o anuro. O estágio de maturação foi estimando por característica macroscópicas das gônadas e o índice de relação gonadossomático que é, o peso das gônadas vezes cem dividido pelo peso total. O total de indivíduos coletados foi de 90 (fêmeas n=65, machos n=25). As analise de regressão linear entre relação gonadossomática e percepção de risco apresentam um valor não significativo para fêmeas (p=0.006) e significativos para machos (p= 0.001). Isso demostra que a percepção do risco para fêmeas indiferem da maturação sexual, mas está relaciona a percepção que os machos tem ao risco. Assim para machos, quanto maior sua probabilidade de reprodução maior sua percepção. Machos devem apresentar uma percepção mais apurada já que se expõem vocalizando o que chama a atenção de predadores deixando mais susceptível a predação.