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NOVO REGISTRO DE LONGEVIDADE DE Bothrops atrox (LINNAEUS, 1758) EM CATIVEIRO

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Estudos sobre longevidade de serpentes na natureza são escassos, devido à necessidade de um longo período para execução da metodologia. Sendo assim, pesquisas sobre tal parâmetro tendem a ser conduzidas em cativeiro. O trabalho relata um novo registro de longevidade para uma fêmea de Bothrops atrox do Núcleo Regional de Ofiologia de Porto Alegre (NOPA). No ano de 1996, o NOPA recebeu um casal de B. atrox, que foi mantido no mesmo recinto. Em 19/08/1996, foi observada cópula e, em 16/04/1997, o nascimento de 11 filhotes, totalizando 237 dias de gestação. O espécime MCN/NOPA 1940D nasceu com 7,19 g de peso e 26,4 cm de comprimento. A alimentação, composta por roedores (Mus musculus e Rattus norvegicus), foi quinzenal até o segundo ano de vida e mensal a partir do terceiro ano. A temperatura do laboratório variou entre 18 e 25° C. Em abril do corrente ano ela completou 20 anos (7300 dias) e permanece viva, alimentando-se normalmente, atualmente com 1085 g de peso e 153 cm de comprimento. O indivíduo realizou quatro posturas de ovos atrésicos, sendo a última em 2016 (n = 26), já com 19 anos de vida e há quatro anos sem contato com macho da espécie, indicando que ela ainda possui potencial reprodutivo nesta idade. De acordo com a literatura disponível, o recorde de longevidade da espécie, registrado no Instituto Butantan, entre 1970 e 1998, é de 2571 dias e, para o gênero, é de 4503 dias (B. leucurus). Possivelmente fatores relacionados às técnicas de manejo adotadas no NOPA tenham contribuído para esse registro raro. Reforça-se a ideia de que a manutenção de serpentes em cativeiro pode trazer informações sobre a biologia das espécies que não seriam possíveis através de estudos com animais in situ.