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MORFOLOGIA TESTICULAR E CARACTERIZAÇÃO DAS CÉLULAS ESPERMATOGÊNICAS EM QUATRO ESPÉCIES DE ANUROS DO CERRADO.

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Assim como é importante conhecer a diversidade animal nos biomas, o conhecimento acerca da morfologia dos órgãos reprodutivos e suas células constituintes podem prover também considerável informação sobre características fisiológicas, comportamentais e ecológicas. Neste contexto, foi analisada a morfologia gonadal de quatro espécies de anuros do cerrado (Boana albopunctata, Dendropsophus minutus; Physalaemus cuvieri e Leptodactylus fuscus), coletados no Parque Nacional das Emas – GO, os quais tiveram os testículos removidos, fixados e os cortes corados em H-E para as analises histológicas. Todas as espécies apresentaram a morfologia comum já relatada para outras espécies de anuros, onde os testículos apresentam coloração esbranquiçada para três das quatro espécies estudadas, sendo que em P. cuvieri a cor é preta devido a presença de pigmentação. A arquitetura testicular é constituída por lóculos seminíferos e cada tipo celular da linhagem espermatogênica se encontram retidos em cistos formados por projeções das células de Sertoli, sincronizando o processo. Os cistos de espermatogônias encontram-se na periferia do lóculo, as primarias são grandes com núcleos maiores e pouco condensados, as secundárias apresentam-se com maior numero de núcleos sendo mais condensados de formatos irregulares, formando rosetas; os cistos de espermatócitos primários se apresentam com núcleos bem mais condensados mais arredondados e com bastante citoplasma, já secundários têm os núcleos bem menores, densos e numerosos, com pouco citoplasma, e com evidentes vacúolos nos cistos; as espermátides apresentam muitas vezes o núcleo alongado, formando feixes; já os espermatozoides geralmente encontra-se em massas, livres no lúmen do lóculo. O desenvolvimento espermatogênico se da de forma centrípeta onde, cistos iniciais se encontram na periferia e com o decorrer do processo se direcionam para o lúmen locular. Assim, é possível inferir sobre o status reprodutivo dessas espécies refletido em sua morfologia gonadal, sugerindo uma condição saudável representada pela presença de todos os tipos celulares.