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O Brasil apresenta uma complexidade de ambientes vegetais que proporcionam ao país uma das mais ricas herpetofaunas do mundo. A crescente degradação desses habitats provocado por fatores antrópicos implicam na ameaça da biodiversidade, podendo causar a extinção de espécies locais. Uma das medidas mitigatórias é o desenvolvimento de trabalhos científicos que visem o levantamento de espécies a fim de preservar a fauna e flora. O presente trabalho foi desenvolvido na Floresta Nacional de Ipanema, Iperó, SP. Dentro dos 5.069,73 hectares, foram realizadas cinco campanhas desde dezembro 2016 a janeiro 2017, totalizando 25 dias em campo. Utilizou-se como metodologia a armadilha de interceptação e queda em linha reta, e buscas ativas diurnas e noturnas. Foram inventariadas 34 espécies, sendo 24 espécies de anuros divididos em seis famílias: Bufonidae, Craugastoridae, Hylidae, Leptodactylidae, Microhylidae e Odontophrynidae; e 10 squamatas divididos em três famílias de lacertílios: Gekkonidae, Mabuyidae e Teiidae; e quatro famílias de serpentes: Boidae, Dipsadidae, Colubridae e Viperidae. Destas, duas espécies de anuros (Hypsiboas prasinus e Elachistocleis ovalis) e dois squamatas (Aspronema dorsivittatum e Helicops modestus) apresentam novo registro, atualizando o plano de manejo. No entanto, a curva rarefação de espécies indica que a Floresta Nacional de Ipanema tem condições propícias para abrigar um número ainda maior do que o registrado nesse inventário. Sendo assim, uma das medidas mitigatórias é a criação de leis que preservem a mesma, bem como a criação de Unidades de Conservação, onde os estudos de inventário e monitoramento tornam-se importantes para conhecimento e preservação da biodiversidade.