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Herpetofauna da Área de Proteção Permanente do IBAMA, Maceió, Alagoas, Brasil..

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Anfíbios e répteis são importantes em estudos ambientais, por fornecerem informações relevantes ao conhecimento do estado de conservação de regiões naturais, onde funcionam como bioindicadores dos níveis de alterações. Atualmente são conhecidas 7,638 espécies de anfíbios e 10,499 de répteis. Mais de 80% da diversidade da herpetofauna ocorre em regiões tropicais, nas quais, as paisagens naturais estão sendo modificadas rapidamente pela ação humana. O objetivo deste trabalho foi inventariar a Área de Proteção Permanente do IBAMA (09o38’85" S e 36o43’48" W) na Cidade de Maceió, Alagoas, Brasil. A área tem 55 hectares, constitui-se de uma das mais importantes áreas verdes da cidade. A formação florestal é típica dos tabuleiros costeiros, caracterizada como Ombrófila Aberta, a área é cercada por núcleos urbanos, onde muitos deles lançam o esgoto não tratado diretamente nesta área, contaminando o Riacho do Silva que desagua na laguna Mundaú, de grande importância econômica para a cidade. As coletas foram realizadas entre os dias 13 a 17 de fevereiro de 2017, com excursões durante os períodos diurnos e noturnos. Utilizou-se o método de busca ativa, complementado por 24 armadilhas de interceptação e queda em um total de 12. O esforço empregado permitiu registrar 36 espécies. 11 de anfíbios anuros e 26 de répteis. Entre os destaques, estão a perereca Agalychnis granulosa, que tem um alto grau de vulnerabilidade, devido à perda habitat, Phyllopezus lutzae, uma espécie de lagarto geralmente associada a bromélias tanque, que neste estudo foi encontrada habitando o bambuzal, algo não registrado para a espécie, e Hemidactylus mabouia, encontrado em grande densidade populacional, e ocupando o mesmo nicho de Gymnodactylus darwinii.

Palavras-chave: Mata Atlântica, Anfíbios, Répteis, Remanescente Urbano, Inventário.