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Febre Comportamental vs. Comportamento de doente: mecanismos e comportamentos em anuros infetados

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As infecções e patógenos podem afetar os comportamentos e mecanismos fisiológicos normais dos animais. Nas diferentes linhagens podem-se apresentar mecanismos como febre, febre comportamental ou comportamento de doente e estão mediados hormonalmente a partir do sistema nervoso central, principalmente em mamíferos e aves, produzindo o aumento da taxa metabólica, perda do calor corporal, e aumento na taxa cardíaca. Os tetrápodes ectotérmicos apresentam febre de forma comportamental como uma mudança das preferencias termais incrementando a temperatura corporal como resposta a infecção. Alguns estudos com o uso de diferentes patógenos (e.g. fungos e bactérias gram-negativas), tem demonstrado que a área pré-ótica é o ponto regulador e integrador dos sinais no cérebro, o papel das prostaglandinas como moléculas indutoras para o desenvolvimento da febre comportamental. Nos anuros, tem sido registrado o desenvolvimento de febre comportamental em condições experimentais a partir da escolha de locais com temperaturas maiores na presencia de um gradiente termal. No entanto, essa resposta comportamental não é dominante nos indivíduos estudados da espécie Proceratophrys boiei do nosso trabalho, que injetados com LPS registram uma redução de atividade e movimento no gradiente termal e o aumento da temperatura corporal é uma consequência do aumento da inatividade. A resposta com essas características é chamada de comportamento de doente. A palestra visa apresentar as similaridades e diferenças dos mecanismos fisiológicos da febre comportamental e comportamento de doente e salientar o uso de metodologias que envolvam o registro dos comportamentos antes, durante e depois de um tratamento para conseguir saber a dominância destas respostas de defensa.