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FAVORECIMENTO DE ESPÉCIE INVASORA NUMA COMUNIDADE DE GECONÍDEOS (ORDEM SQUAMATA) DA CAATINGA

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Os lagartos da infraordem Gekotta são um bom exemplo de organismos bem adaptados à Caatinga, devido aos hábitos noturnos e às proteções fisiológicas contra a perca d'água, resistindo à escassez hídrica e podendo ser encontrados em abundância durante qualquer período do ano. Áreas de Caatinga preservada são raras no nordeste brasileiro devido a centenas de anos de pressão antrópica. Um dos possíveis efeitos da antropização é o favorecimento de espécies invasoras. Investigamos a seguinte hipótese: espécies exóticas de Gekkonidae serão dominantes em áreas antropizadas e espécies nativas em áreas preservadas. Para isso, coletamos os lagartos na Fazenda Experimental do Vale do Curu, Pentecoste (CE), em novembro de 2016, com esforço amostral de 16,5 horas entre os horários de 18:00 e 00:00 h. Foram coletados 9 indivíduos de Hemidactylus mabouia, 2 indivíduos de Phyllopezus pollicaris e 1 de Hemidactylus agrius. Os indivíduos foram coletados manualmente em áreas antrópicas (casa da fazenda, capela, praça e quadra) e em áreas preservadas (protegidas por 20, 30 e 45 anos). Em seguida, foram identificados, sexados e fotografados com auxílio de uma câmera profissional e pesados através de uma balança de precisão. Assim, foi mensurado o CRC com o auxílio de uma trena. Observamos que a espécie mais encontrada em ambas as áreas foi o H. mabouia; a diferença entre estas áreas não foi significativa (valor de “Fisher Exact Test” igual a 0.5879). Na área preservada, as espécies nativas apresentaram um número reduzido de indivíduos, em comparação com a antropizada, indicando que pode estar ocorrendo exclusão competitiva provocada por H. mabouia. A maior ocorrência de indivíduos nativos na área antropizada pode se dar por um possível surgimento de ilhas de recurso alimentar em períodos de estiagem.