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Estudo comparativo das características diagnósticas das espécies de Serpentes (Squamata) descritas nos últimos 10 anos em periódicos de interesse nacional

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O Brasil é um dos países com maior diversidade de répteis no mundo, com 819 táxons válidos, número este que tende a aumentar. No entanto, o estudo de serpentes brasileiras ainda está em fases de descobertas, principalmente se tratando de sua história natural. Também é importante entender como essa diversidade se formou e têm aumentado o número de estudos que lidam com a evolução de diversos sistemas de caracteres. O objetivo é entender a história do uso dos caracteres diagnósticos em serpentes nos últimos 10 anos (2006–2015). As diagnoses e comparações taxonômicas dos trabalhos publicados em nove periódicos de interesse nacional e de uso comum entre taxonomistas brasileiros foram a base de dados. A observação e catalogação dos caracteres das espécies descritas seguiram as categorias: 1) Medidas; 2) Escutelação; 3) Anatomia Externa; 4) Hemipenis; 5) Padrão de coloração. Os dados coletados foram agrupados e organizados em tabelas e gráficos. Os resultados mostram forte tendência no uso de escutelação e padrão de coloração como principais características diagnósticas entre as espécies, representando 49,5% e 31% dos dados, respectivamente. Além destas, sem tendência de aumento e com frequências menores, apresentam-se características como medidas (9,5%), dentição (5,5%), e descrição do hemipênis (4,2%). Ao longo de todos os anos estudados, o uso das caracteres sofrem pequenas variações, mas se mantêm com proporções semelhantes entre si nos anos mais recentes. Resultados parecidos foram encontrados na análise individual de cada grupo de características. Poucas informações sobre análises de DNA foram encontradas nas diagnoses, apesar de neste momento o DNA ser bastante utilizado como base de estudo de relacionamentos e organização dos táxons. Com isso conclui-se que a observação de características fenotípicas para identificação de serpentes ainda é o foco para produção das diagnoses baseadas em tipos. O número de periódicos deverá ser ampliado.