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Diversidade de parasitos de Rhinella marina em locais nativos e invadidos

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Um dos principais motivos do sucesso de espécies invasoras é a ausência de inimigos naturais, tais como parasitos. Estes são dependentes do hospedeiro, do qual demandam um alto gasto energético. Segundo a hipótese de “parasite release”, espécies invasoras perdem grande parte de seus parasitos e se tornam mais aptas para a colonização do novo local, ondem podem ou não adquirir novos parasitos (“spillback”). Visto isto, analisamos a diferença na composição e número de espécies de parasitos da espécie Rhinella marina entre os locais nativos e invadidos. Realizamos uma busca extensiva por artigos relacionados aos parasitos de Rhinella marina utilizando bases de dados como Web of Science, Scopus, e BioOne, bem como referências citadas nos artigos encontrados. Para avaliar a diferença de número de espécies de parasitos utilizamos um modelo linear generalizado, com o número de taxa como variável dependente e número de estudos e local (nativo e invadido) como variáveis preditoras. Encontramos em 263 estudos de distribuição global, 281 taxa de parasitos incluindo vírus, fungos, bactérias, protozoários e metazoários. Dentre os metazoários os principais foram: Nematoda, Trematoda, Cestoda, Acantocephala, Acari, Pentastomida, Culicidae e Monogenea. Destes, 169 taxa ocorreram apenas nos locais nativos, 89 apenas nos locais invadidos e 23 co-ocorreram em ambos os locais. Observamos interação entre local de ocorrência e número de parasitos, sendo os locais nativos mais estudados (p = <0,01, z = -8,77, gl = 26). Assim, o número de parasitos encontrados foi explicado tanto pelo número de estudos (p = <0,01; z = 16,82) quanto pelo local de ocorrência, sendo maior nos locais nativos (p = <0,01, z = 7,13). A variação no número e composição de parasitos entre os locais corroboram hipóteses como “parasite release” e “spill-back”, e podem estar associadas ao sucesso de invasão desta espécie.