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Comportamentos defensivos do Enyalius bilineatus Duméril e Bibron, 1837 (Squamata, Leiosauridae) na Floresta Nacional de Ritápolis

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Objetivando elucidar a ecologia comportamental do Enyalius bilineatus, este estudo foi realizado na Floresta Nacional de Ritápolis, localizada na mesorregião Campos das Vertentes, no estado de Minas Gerais. A Unidade de Conservação ocupa uma área de 89,50 hectares em região de ecótono entre as fitofisionomias de Floresta Estacional Semidecidual e Savana. É uma região de especial diversidade hidrográfica, em que dois rios se encontram exatamente nos limites do seu território, o Rio das Mortes e seu afluente o Ribeirão Santo Antônio. Em um total de 331 lagartos de 11 espécies diferentes capturados na área e na Zona de Amortecimento, entre janeiro de 2012 a outubro de 2016, 208 exemplares (62,8%) foram desta espécie. Tal constatação evidencia que, entre os lagartos, esta espécie é a mais abundante na FLONA de Ritápolis. Foram observados os comportamentos defensivos em 109 espécimes, tendo sido os mais comuns: “Escancarar a Boca” (91%), “Morder (81%)”, “Chicotear a Cauda (80%)” e “Grito Ameaçador (52%)”. A “Tanatose (18%)”, “Inflar a Gular (13%)” e “Descarga Cloacal (12%)” também foram observados, mas com menor incidência. Ressaltamos que os comportamentos de inflar a gular e tanatose devem ser mais frequentes, pois só foram percebidos depois de já ter passado algum tempo das observações. O comportamento de tanatose só passou a ser executado ante uma estimulação mais específica, que consiste em deitar o animal com o dorso voltado para baixo, retendo-o nesta posição por cerca de três segundos e soltando em seguida. A partir do momento que se adotou este teste de estímulo a todos exemplares que eram capturados (N = 23), a maioria dos indivíduos apresentou este comportamento (N = 20 / 87%). A FLONA de Ritápolis e sua área de entorno apresentam-se como uma excelente alternativa para estudos comportamentais de E. bilineatus.
Apoio: FAPEMIG e ICMBIO.