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Aspectos epidemiológicos dos acidentes ofídicos ocorridos em estado do norte da Amazônia entre 2001 e 2015

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Acidentes por animais peçonhentos fazem parte da rotina de atendimento nos serviços de emergência em todo o país. Considerando os acidentes ofídicos, os gêneros de importância mais envolvidos são: Botrophs, Crotalus, Lachesis e Micrurus, com pequena letalidade porém de morbidade relevante. Assim, é pertinente a constante avaliação do perfil epidemiológico desse evento na população, a fim de guiar condutas em saúde pública. O presente estudo objetiva analisar a epidemiologia dos acidentes ofídicos em estado do extremo norte da Amazônia.
A área de estudo foi o estado de Roraima que possui um número estimado de 514 mil habitantes sendo um terço desta população habitantes da zona rural. Este estudo epidemiológico considerou todos os casos de acidentes ofídicos notificados ao Sistema Nacional de Notificações e Agravos (SINAM) que ocorreram no período de 2001 a 2015. Os dados foram planilhados e analisados através de estatística descritiva simples considerando as variáveis de gênero da espécie envolvida e localidade do acidente ofídico. No total, 5.440 casos de acidentes ofídicos foram analisados neste estudo. Em 2.503 casos, o gênero da serpente relacionada ao acidente não foi relatado, evidenciando uma demanda de educação em saúde, a fim de melhor caracterizar o padrão de ofidismo na região. O gênero mais recorrente foi Botrophs, representado por 77,2% dos casos, o que segue o padrão nacional. Sendo seguido por Lachesis 11,3%, Crotalus 10,7%, e Micrurus representando apenas 0,8%. Dos acidentes relatados, 3.774 dos casos (69,6%) ocorreram na zona rural e apenas 1.645 casos (30,3%) ocorreram em área predominantemente urbana, o que relaciona-se ao fato do gênero Bothophs ser encontrado em periferias de centros urbanos. Assim, este trabalho contribui na atualização dos dados de acidentes ofídicos em Roraima, pois evidencia a necessidade da melhor caracterização dos acidentes, e sugere que não houve mudança no perfil epidemiológico em relação à referencia nacional.