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A Mata Atlântica possui a maior riqueza e endemismo de anuros entre os biomas brasileiros. No entanto, existem lacunas de conhecimento sobre os padrões de riqueza, coocorrência e endemismo de espécies, fundamentais para a tomada de ações conservacionistas. Para a vertente leste da serra do mar paranaense podem ser verificados estudos pontuais de inventários (i.e., Guaraqueçaba e Morretes), ampliação de distribuição geográfica, além de descrição de novas espécies. O objetivo deste estudo foi compilar uma listagem regional fornecendo dados de composição, riqueza, história natural e status de conservação das espécies de anfíbios para o litoral norte paranaense. Foram compilados registros de museus e literatura para os municípios de Antonina, Guaraqueçaba e Morretes, além de amostragens em campo para o município de Antonina. Os registros de espécimes identificados como sp., gr. e aff. foram contemplados dentro de grupos taxonômicos. Foram obtidos 1.649 registros distribuídos em 83 táxons (19 grupos e 64 espécies). Morretes foi o município com maior riqueza de táxons (65), seguido por Guaraqueçaba (61) e Antonina (45). As famílias com maior riqueza de espécies foram Hylidae (26), Leptodactylidae (10), Brachycephalidae (7), e com menor riqueza foram Odontophrynidae, Phyllomedusidae e Ranidae (1 cada). As espécies apresentam 19 modos reprodutivos (MR). Para três espécies os MR não são conhecidos. Segundo a IUCN, 54 espécies são categorizadas como “LC”, 7 espécies como “DD” e 3 espécies com status não avaliados. Nenhuma espécie está na lista nacional e 10 espécies são DD nas listas estaduais (PR/SP). A maioria das espécies (32) têm populações estáveis, 18 espécies têm decréscimo e 10 espécies têm status desconhecido. A riqueza representa 58% das espécies conhecidas para o Paraná. A existência de espécies com MR desconhecido, em declínio populacional ou categorizadas como DD indica a necessidade de estudos populacionais visando a conservação e manejo de espécies.