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O esforço amostral sobre a herpetofauna acreana cresceu consideravelmente nos últimos anos, e diversos novos registros foram realizados. O estudo teve como objetivo inventariar a herpetofauna da ESEC Rio Acre, vegetação de floresta, município de Assis Brasil, Acre. Realizamos coletas do presente estudo durante duas campanhas, entre 10 e 20 de abril de 2015 e 18 e 28 fevereiro de 2016. Na amostragem, utilizamos os métodos de busca ativa diurna e noturna em um único transecto. Também utilizamos armadilhas de interceptação e queda (32 baldes de 60 litros). Encontramos 110 espécies, 49 espécies de anfíbios e 61 de répteis. Anfíbios registrados foram divididos em duas ordens: Anura e Gymnophiona, famílias: Aromobatidae (2 spp), Bufonidae (4), Caeciliidae (1), Craugastoridae (6), Dendrobatidae (3), Hylidae (20), Leptodactylidae (13) e Microhylidae (1). Répteis com 61 espécies: Alligatoridae (3), Amphisbaenidae (1) Boidae (4), Chelidae (1), Colubridae (6), Dactyloidae (3), Dipsadidae (17), Elapidae (3), Sphaerodactylidae (3), Gymnophytalmidae (4), Iguanidae (1), Podocnemididae (1), Teiidae (5), Tropiduridae (2), Testudinidae (1) e Viperidae (4). Espécies em destaque: sapo Rhinella poeppigii, espécie encontrada anteriormente apenas na Bolívia, Peru e Equador, sendo o primeiro registro desta espécie para o Brasil; a serpente Ninia hudsoni tendo seu primeiro registro para o Acre, conhecida antes em Rondônia e Mato Grosso; a serpente Micrurus annellatus que teve seu terceiro registro para o estado, conhecida anteriormente no Amazonas e Rondônia; A serpente Drymobius rhombifer, segundo registro e quinto registro para o Brasil, conhecida antes no oeste do Acre, Amazonas e Amapá; o lagarto Pseudogonatodes gasconi, o segundo registro no estado do Acre desde a sua descrição, e ampliando mais de 300 km a distribuição conhecida que era para o extremo oeste do Acre na localidade tipo. Estes resultados são favorecidos pela extensa área de contato entre a Amazônia brasileira, peruana e boliviana.