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O lagarto Tropidurus hispidus (Spix, 1825) é localmente abundante ao longo de toda sua distribuição, que se estende da Venezuela à Argentina. Uma vez que contaminantes despejados no meio ambiente podem induzir alterações genéticas, incluindo mutações e processos de carcinogênese, neste trabalho utilizamos a técnica genotóxica do teste do micronúcleo (MN) em T. hispidus, objetivando determinar os valores basais nesta espécie. A pesquisa foi autorizada previamente pelo Comitê de Ética no Uso de Animais da UFERSA, (23094.003348/2018-10) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (57169-1) para sua realização. Os indivíduos avaliados foram coletados no município de Mossoró-RN e estão depositados na Coleção Herpetológica do Semiárido. Coletamos 0,5 mL de sangue de cada indivíduo por punção cardíaca, preparamos 3 lâminas de esfregaço sanguíneo e coramos as amostras com Giemsa 0,6% por 15 minutos. Para cada indivíduo, avaliamos 1.000 eritrócitos e calculamos a freqüência de MN. Obtivemos imagens de cada lâmina com microscópio Olympus BX-41 e analisamos as células utilizando os programas NIS-ElementsF e ImageJ. Com base em 9 exemplares de T. hispidus (7 machos e 2 fêmeas), com massa corpórea de 28,2±6,1 g, encontramos um valor de 1±1,1 micronúcleos por indivíduo. Estes resultados estabelecem os valores basais de MN para T.hispidus, revelando que a população avaliada apresenta relativamente baixa resposta genotóxica. Tendo em vista que estudos sobre genotoxicidade em lagartos sul-americanos são escassos e que tais avaliações dependem da parâmetros basais para comparação, este trabalho contribui para o entendimento dos efeitos dos contaminantes ambientais sobre a fauna de lagartos.
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