Dimorfismo sexual: inferências associadas à variação de forma

Vol. 2, 2019 - 105100
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Resumo

O gênero Leptodactylus compreende quatro grupos de espécies, separados, entre outros aspectos, quanto à ecologia reprodutiva. O grupo de L. fuscus inclui machos que constroem câmaras nupciais às margens de corpos d’água para oviposição em ninho de espuma, utilizando a extremidade rostral do focinho. Objetivamos avaliar a ocorrência de dimorfismo sexual nos indivíduos de Leptodactylus fuscus (Schneider 1799) através da análise de Morfometria Geométria (MG) de 98 espécimes (51 machos e 47 fêmeas). Foram utilizados 21 marcos anatômicos na vista dorsal da cabeça, que foi analisada com simetria objetiva através do software MorphoJ. Na análise de regressão, encontramos que 8,71% da variação de forma em L. fuscus pode ser atribuída à alometria estática (p<0,05), com indivíduos maiores apresentando a cabeça mais larga. A análise discriminante apontou diferença significativa para parâmetros da cabeça de machos e fêmeas (p<0,05). O mesmo teste, utilizando os valores de tamanho corrigidos, também identificou diferenças significativas (p<0,05). De maneira geral, machos tendem a apresentar cabeça mais larga, olhos maiores, narinas deslocadas caudalmente e focinho mais longo. Na Análise de Componente Principal (PCA) encontramos que 73,26% da variação de forma dos indivíduos analisados pode ser explicada pelos eixos PC1 (42,71%) e PC2 (30,54%), mas, nesta análise, houve grande sobreposição de machos e fêmeas. Embora haja diferenças morfológicas entre machos e fêmeas, a variação intrassexual foi maior, ou seja, dois machos ou duas fêmeas são mais diferentes entre si do que um macho e uma fêmea.

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Instituições
  • 1 Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas
  • 2 Departamento de Vertebrados / Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • 3 Programa de Pós-graduação em Biologia de Vertebrados / Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas
Eixo Temático
  • 11. Morfologia e Anatomia
Palavras-chave
Amphibia
morfometria geométrica
História Natural
ecologia reprodutiva