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A atual crise da biodiversidade estimulou a criação de áreas protegidas (UC´s), uma ferramenta fundamental de conservação. Além disso as UC´s são frequentemente acessadas pelos pesquisadores para observações de campo e experimentos naturais, representando também uma importante ferramenta para promover descobertas de biodiversidade. Aqui investigamos a importância das áreas protegidas para os anuros do Cerrado brasileiro. Nós especificamente comparamos a riqueza de espécies, tamanho da área geográfica das espécies, o tempo desde a descrição da espécie e o tamanho do corpo de 173 anuros entre 19 áreas protegidas e 59 áreas não protegidas. Esperamos que o papel de conservação seja cumprido se uma maior riqueza de espécies for representada em áreas protegidas do que não protegidas. Da mesma forma se as UC´s são ferramentas eficazes na promoção das descobertas da biodiversidade, esperamos um número maior de espécies menos detectáveis e recentemente descritas em áreas protegidas. A riqueza estimada de espécies foi significativamente maior em áreas protegidas do que não protegidas (t = 4,33; df = 186,8; p <0,001), enquanto a distribuição geográfica das espécies foi significativamente mais restrita (t = -4,285; df = 186; p <0,001). Embora seja favorável à sobrevivência da maioria dos anuros as reservas são espacialmente relativamente limitadas e isoladas umas das outras, impedindo grandes populações e fluxo gênico. O tamanho do corpo e o tempo desde a descrição não diferiram entre as áreas. Nossos resultados indicam que as reservas alcançaram positivamente o papel de conservação e têm promovido descobertas científicas de novos anuros no Cerrado brasileiro.
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