EXERCÍCIOS AQUÁTICOS EXCLUSIVOS NO TRATAMENTO PÓS-OPERATÓRIO DE REPARO DO MANGUITO ROTADOR – UTILIZAÇÃO DA ANÁLISE DE SÉRIE TEMPORAIS EM UM RELATO DE CASO

Vol 1, 2024 - 306359
Apresentação Oral
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Resumo

Introdução: O tratamento indicado para o pós-operatório de reparo do manguito rotador (RMR) ainda é controverso. Embora a intervenção com exercícios em solo esteja entre as mais recomendadas, não há estudos que abordam os efeitos dos exercícios aquáticos (EA).

Objetivos: Predizer valores de funcionalidade por meio de uma análise de séries temporais a cada semana e verificar o desempenho muscular do ombro após 29 sessões de EA de cirurgia de reparo do manguito rotador.

Método: Paciente de 58 anos, masculino, com ruptura total do tendão do supraespinhoso e parcial do subescapular, foi submetido a um reparo cirúrgico por artroscopia. O desempenho muscular (DM) foi medido por meio do dinamômetro isocinético Biodex para os movimentos de rotação interna (RI) e externa (RE), nas velocidades angulares de 300, 180 e 60 °/s, antes e após o tratamento. A funcionalidade foi avaliada pelo questionário Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH). As medidas do DASH foram coletadas pré atendimento (n=6) e durante as semanas dos EA (n=15) e analisadas por meio das séries temporais (1 lag) e a autocorrelação. Valores de correlação, slopes e a significância foram preditos pelo programa Simulation Modelling Analysis. A diferença mínima clinicamente importante (DMCI) foi utilizada com valor de 14 pontos. O termo de consentimento foi assinado pelo paciente (# CEP:17138413100005231).

Resultados: Após 29 sessões de EA exclusivos, houve melhora do DM em todas as velocidades analisadas. A 60 °/s para a RE e RI o pico de torque foi de 14,7 para 22 N/m e 16,9 para 32,6 N/m, respectivamente. Além disso, trabalho total aumentou 53,4 e 79,5 % nos respectivos movimentos e a relação agonista/antagonista passou de 86,7 para 67,6 % com resultados próximos dos valores normativos, o que indica melhora do equilíbrio muscular. A DMCI foi alcançada no DASH, com 39,1 % de melhora da funcionalidade. Os dados analisados pelas séries temporais demonstraram autocorrelação = 0,91. Há uma diferença com significância entre os valores das fases (pré-atendimento/durante as sessões), r = -0,89 (P = 0,002), porém com valor do slope (-2,87 por semana) sem significância.

Conclusão: Foi observada melhora do DM em todas as velocidades avaliadas, com valores do membro operado se aproximando do membro sem comprometimento. A DMCI do DASH foi atingida e a pontuação chegou a zero, ou seja, sem comprometimento funcional algum após 29 sessões de EA. Não foi possível predizer os valores de mudança do DASH a cada semana.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual de Londrina
Eixo Temático
  • 1. Pesquisas em Fisioterapia Aquática
Palavras-chave
Lesões do manguito rotador
Período pós-operatório
Fisioterapia aquática
Exercícios Aquáticos
Membro superior