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O PROFESSOR DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: A SUBJETIVIDADE COMO FONTE DO TRABALHO PEDAGÓGICO

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O presente artigo buscou compreender como a produção subjetiva do professor do atendimento educacional especializado, implicou a configuração de seu trabalho pedagógico. Para realizá-la, optamos pela Epistemologia Qualitativa de González Rey para ancorar as construções teórico-metodológicas. A pesquisa foi organizada por meio de um estudo de caso, teve a participação de uma professora do atendimento educacional especializado e outros integrantes da escola, localizada em município cearense. A análise respaldou-se na Teoria da Subjetividade de González Rey. No estudo realizado, identificamos que a subjetividade da professora estava constituída por significados sobre deficiência e inclusão fundamentados em visão caritativa, e demonstrava fragilidade técnico-científica, acarretando inconsistências nas ações. A organização subjetiva vinculada à experiência, representada pelas configurações da família, docência e religião aliadas à falta da assunção da condição de sujeito gerou dificuldades à atuação da professora, haja vista a subjetividade social da escola está marcada por contradições geradoras de obstáculos às atribuições da educação especial inclusiva. Entende-se a necessidade de mudanças na subjetividade individual da professora, para que consiga criar novas possibilidades pedagógicas na realidade escolar, principalmente, no trabalho direcionado aos alunos com desenvolvimento atípico.