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SURDOCEGUEIRA E O AEE: O QUE PENSAM AS PROFESSORAS DO AEE DO MUNICÍPIO DE ARAPIRACA/AL

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Entre os sujeitos com deficiência, encontram-se àqueles que, na maioria dos casos, estão isolados do seu ambiente social e do mundo que os rodeia devido à sua condição: as pessoas com surdocegueira. Estas, por causa das limitações dos sentidos considerados fundamentais na apreensão de conhecimento (a visão e a audição), apresentam dificuldades quanto a construção de conceitos acerca de si, do outro e do mundo.
Deste modo, o presente artigo tem como objetivo fazer uma análise sobre as opiniões das professoras do AEE do município de Arapiraca/Al, acerca de como tornar efetiva o trabalho junto à pessoa com surdocegueira no contexto da escola regular. Para tal, fora realizado um grupo focal em que das quinze participantes do curso de extensão Formação de Professores sobre o AEE e a Pessoa com Surdocegueira, participaram sete professoras cursistas.
Os resultados da presente pesquisa apontam que as participantes consideravam que o AEE para a pessoa com surdocegueira no contexto da escola inclusiva seria efetivo se fosse fundamentado em atitudes altruístas; e se os saberes necessários ao profissional para o atendimento especializado a este sujeito forem construídos a partir de uma formação docente voltada para a obtenção de conhecimentos práticos.
Conclui-se, com base na nos dados obtidos, que as docentes acreditam que as ações pertinentes ao AEE devem ser pautadas em intenções assistencialistas e que a transmissão de conteúdos práticos deve ser priorizada na formação docente.