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Ao apresentarmos a Síndrome de Apert desejamos destacar que ao participar do contexto sócio-histórico-cultural, os sujeitos com deficiência têm contato com os outros e com os conhecimentos acumulados pela humanidade e, deste modo, esses sujeitos em um movimento de apropriação e transformação (re)constituem-se sujeitos históricos e sociais.
Nesse sentido, este estudo tem como objetivo entender a Síndrome de Apert em seus aspectos clínicos, sociais e educacionais com o intuito de refletir sobre as diversas possibilidades e desafios na constituição da subjetividade do sujeito com Síndrome de Apert e suas aprendizagens.
Para o alcance dos resultados, foi realizada pesquisa de campo e os procedimentos de coleta compreenderam o uso de entrevista semiestruturada e levantamento bibliográfico.
A entrevista foi transcrita e os dados analisados sob a perspectiva sociohistórica. Os resultados indicaram, que a descoberta do diagnóstico precoce pode se contribuir como um disparador de possibilidades, quando os profissionais da educação acreditam no potencial do sujeito para além da síndrome.
A escola que trabalha na perspectiva inclusiva passa a ser vista como uma possibilidade de reconhecer o sujeito com deficiência como um ser social, com direitos e deveres comuns a qualquer cidadão, porém com particularidades que precisam ser observadas para que este sujeito se aproprie dos conhecimentos socialmente produzidos pela humanidade e, assim, também possa deixar sua marca como sujeito histórico e social.