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POSSIBILIDADES E IMPASSES NA INCLUSÃO DE UMA ALUNA COM A SÍNDROME DE ASPERGER NAS AULAS DE BIOLOGIA

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O nosso objetivo foi analisar como ocorre a inclusão de uma aluna com a síndrome de Asperger nas aulas de Biologia do ensino médio de uma Escola Estadual do Município de Serra/ES. Desenvolvemos um estudo de caso com procedimentos de coleta: pesquisa bibliográfica, observações em campo e entrevistas semiestruturadas e análise de dados típicos do paradigma qualitativo.
Como referencial teórico, trouxemos para o diálogo a perspectiva histórico-cultural de Vigotski. Como resultados apontamos para o fato de, tanto para o professor de Biologia, quanto para a Assistente de Educação Especial (AEE), apresentarem concepções similares sobre educação inclusiva pontuando que o processo de inclusão deve garantir ao aluno com necessidades educacionais especiais convívio e aprendizagem em sala de aula.
Com relação às concepções sobre a síndrome, a Assistente de Educação Especial e a aluna demonstraram ter conhecimento sobre a mesma, fato que se opõem ao professor de Biologia, que relatou não possuir conhecimento sobre a síndrome de Asperger. Esses fatos se refletiram nas práticas pedagógicas para a inclusão desta aluna. Observamos que a aluna possuía um bom desenvolvimento que a possibilitou estabelecer relações sociais, se comunicar, aprender e conviver como qualquer outra pessoa.
Isso foi atribuído à relação família-escola. Percebemos a importância da inclusão escolar, das práticas pedagógicas e da relação família-escola para o desenvolvimento de um aluno com Síndrome de Asperger.