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BRINQUEDOTECA E PRÁXIS EDUCATIVA: O LÚDICO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO E INCLUSÃO DE CRIANÇAS

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A presente pesquisa qualitativa, realizada em uma brinquedoteca pública de Belém, investigou a práxis educativa dos brinquedistas, pedagogos em formação, por meio do lúdico, com crianças de 8 a 10 anos. Examinou-se se as atividades lúdicas desenvolvidas pelos mesmos relacionam-se à sua práxis didático-pedagógica e se corresponde à inclusão educacional das crianças com deficiência, como expressado no projeto da brinquedoteca.
Mediante pesquisa participante, observaram-se os sujeitos envolvidos no processo por meio de técnicas de documentação, questionário e entrevista.
Após a pesquisa de campo, o cruzamento e análise dos dados, concluiu-se que o trabalho didáticopedagógico empreendido pelos brinquedistas não promoveu inclusão sócioeducacional das crianças com deficiências. Detectou-se que os pedagogos em formação, que atuam com o lúdico junto às crianças com deficiências, requerem qualificação, mediante fundamentação teórico-prática, filosófica, metódica, pautada na práxis, pois sua atuação se restringe à reprodução prática do ato de brincar por meio de jogos e brinquedos disponíveis na brinquedoteca, apesar da finalidade desta em formar os brinquedistas na perspectiva da práxis inclusiva.
Espera-se que os resultados desta pesquisa contribuam para a melhoria e qualidade do trabalho realizado pelos pedagogos em formação na brinquedoteca investigada, e propicie repensar a práxis lúdica com vistas a tornar a balança da dialética inclusão/exclusão pendente à inclusão.