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A PROPOSTA DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA CRIANÇAS SURDAS EM UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE VITÓRIA/ES

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O presente artigo discute o papel do atendimento educacional especializado na educação de crianças surdas, matriculadas em uma escola municipal de Vitória/ES. A partir da perspectiva histórico­cultural, defendemos que a criança enquanto sujeito sócio­histórico precisa se apropriar e desenvolver a linguagem a partir de suas necessidades, no caso da criança surda, a necessidade de adquirir e construir a língua de sinais como primeira língua e como elemento de sua subjetividade.
Partindo do pressuposto legal de que o atendimento educacional especializado deve ser apoio educacional, significa dizer que os atendimentos complementares e suplementares devem favorecer o acesso ao currículo, podendo acontecer dentro da sala de aula, como ajuda ao professor, relacionado com as estratégias adotadas, ou fora dela, no contraturno da escolarização, no caso para atendimento do aluno.
Na forma de complementação para o ensino da criança surda, este trabalho pedagógico incide no ensino da Libras dentro e fora da sala de atividades, assim como complementa as ações desenvolvidas pela professora regente.
Na investigação em lócus propriamente dita encontramos pistas, por meio dos relatos dos professores e observações, que nos apontam sobre práticas pedagógicas inclusivas, realizadas na escola, que ainda necessitam de uma discussão mais ampla acerca da política bilíngue nacional. Os dados também sinalizam que precisam ser considerados os desdobramentos deste debate no cotidiano da escola, pois eles afetam e são afetados pelos processos de escolarização da criança surda.