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O objetivo principal deste trabalho foi o de dar um enfoque ao preparo do polvilho seco como base para fazer beiju. Somos acadêmicos do Núcleo Takinahaky de Formação Superior Indígena da UFG, na qual a orientação e coordenação foram realizadas pelas professoras Lorena Dall'Ara Guimarães, Katia Kopp e Mônica Veloso Borges. O povo Suyá atualmente é denominado Khisêtjê, falante da língua Macro Jê, e reside na Terra Indígena Wawi, agregada ao Território do Xingu, Mato Grosso. Este trabalho foi realizado na aldeia Khikatxi, localizada no município de Querência-MT. Nessa pesquisa, explicamos sobre a importância do polvilho seco e os procedimentos realizados para a sua fabricação. O polvilho é alimento tradicional do povo Khĩsêtjê. O passo a passo para produzir o polvilho consiste em: (1) primeiro procedimento é quando o casal sae para buscar a mandioca na roça; (2) o segundo passo é descascar a mandioca, lavar com a água e depois ralar; (3) o terceiro passo é buscar a água no rio para espremer a massa com esteira tradicional; (4) quarto passo esperar uma hora para o polvilho descer para o fundo da panela e ficar bem depositado nele; (5) tirar todo água (caldo) e deixar só a polvilho na panela; (6) socar a massa seca para jogar em cima do polvilho para endurecer; (7) cortar com uma pá de virar beiju de bom tamanho para tirar da panela; (8) despedaçar ou peneirar e deixar no jirau ao sol para secar durante uma semana; (9) finalmente, está pronta para consumir. Como foi apresentado existe um procedimento que a comunidade Khĩsêtjê utiliza para fabricar o polvilho e esse produto é extremamente importante pois ele é a base da nossa alimentação.
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