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USO DA ESPECTROSCOPIA NO INFRAVERMELHO PRÓXIMO NA AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA DE CARBONIZAÇÃO NA HOMOGENEIDADE DE CARVÃO VEGETAL

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Carvão vegetal é uma importante fonte de energia e há a necessidade de se preocupar com os fatores que influenciam a sua qualidade. Para que o carvão seja comercializado ou utilizado de forma segura é desejável que todo o lote produzido tenha qualidade homogênea. O objetivo deste trabalho foi utilizar a espectroscopia no infravermelho próximo para avaliar a influência da temperatura final de carbonização na homogeneidade do carvão vegetal. Madeiras de espécies florestais provenientes do bioma Cerrado (Cedrela sp., Aspidosperma sp., Jacaranda sp. e Apuleia sp.) e clones comerciais do híbrido Eucalyptus grandis × Eucalyptus urophylla provenientes de duas empresas florestais (Vallourec Florestal Ltda e Cenibra Nipo Brasileira S.A) foram carbonizadas nas temperaturas finais de 300, 500 e 700°C. Quinze (15) corpos de prova de cada material foram carbonizados em cada tratamento térmico totalizando 270 amostras produzidas em 18 carbonizações. A aquisição espectral no infravermelho próximo foi realizada na superfície do carvão maciço. Realizou-se a análise hierárquica de agrupamentos com base nas assinaturas espectrais. Com a utilização da técnica NIRS associada a análise multivariada para estudo dos carvões vegetais foi possível concluir que o processo de carbonização influencia na homogeneidade da qualidade do carvão vegetal de forma mais pronunciada que a variação genética dos materiais, uma vez que ocorreu um agrupamento dos carvões em função da temperatura de carbonização utilizada. Em conclusão, quanto maior a temperatura final mais homogêneo é o agrupamento dos carvões vegetais.