64083

RENDIMENTO GRAVIMÉTRICO, RENDIMENTO LÍQUIDO E RENDIMENTO EM GASES NÃO CONDENSÁVEIS DA MADEIRA DE UVA-DO-JAPÃO (Hovenia dulcis) EM DIFERENTES MARCHAS DE CARBONIZAÇÃO

Favorite this paper

O Brasil é maior produtor e consumidor de carvão vegetal do mundo, sendo que a maior demanda vem do setor siderúrgico, utilizando o carvão para a produção de ferro-gusa, ferro-liga e aço. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência das diferentes marchas de carbonização da madeira de Hovenia dulcis nos rendimentos em carvão vegetal, líquidos condensáveis e não condensáveis. Foram utilizadas quatro diferentes marchas de carbonização, com tempo total de 4h, 5h, 5h30min e 6h. Para cada marcha (tratamento) foram realizadas cinco repetições, totalizando 20 carbonizações. A análise química imediata do carvão vegetal foi determinada baseando-se na metodologia descrita pela ABNT NBR 8112 (1983). O teor de umidade do carvão de Hovenia dulcis nas marchas 1 e 2 não diferiram, significativamente entre si, com médias iguais a 3,65% e 3,76%, respectivamente. Os maiores teores de materiais voláteis foram os observados nas marchas 1, com 27,14% e marcha 2, com 28,37%. Apenas os teores de cinza das marchas 2 e 4 diferiram significativamente, com valores iguais a 0,94% e 2,72%, respectivamente. Os maiores teores de carbono fixo foram verificados nas marchas 4, com 75,32% e a marcha 5, com 73,60%. Concluiu-se que os maiores teores de materiais voláteis foram observados nas marchas de carbonização de 4h e 5h. Os teores de cinza, de modo geral, não tiveram uma tendência de aumento, em função dos tratamentos, e os maiores teores de carbono fixo foram obtidos nas carbonizações realizadas por 5h e 30 min, não diferindo daqueles produzidos em marchas de 6h.