Favorite this paper

Os resíduos agroflorestais são pouco explorados e parte são desperdiçados acumulando-se no meio ambiente, a exemplos: o resíduo de pinhão manso (Jatropha curcas L.), gerado na extração de óleo para o biodiesel e o resíduo de eucalipto obtido na exploração da madeira. Objetivou-se a produção e avaliação da qualidade de briquetes produzidos com resíduos de pinhão manso e resíduos de Eucalipto. Caracterizou-se os resíduos a partir da determinação da densidade a granel, composição química imediata e poder calorífico superior. Na produção dos briquetes foram estabelecidos cinco tratamentos, sendo: T1 – 100% Eucalipto, T2 - 75% Eucalipto e 25% Pinhão Manso, T3 - 50% Eucalipto e 50% Pinhão Manso, T4 - 75% Pinhão Manso e 25% Eucalipto e T5 - 100% Pinhão Manso. Adotou-se os seguintes parâmetros de briquetagem: temperatura de 120° C, pressão de 1500 PSI, tempos de prensagem e resfriamento de 5 minutos e umidade média de 7,71% para o Eucalipto e 8,22% para o Pinhão Manso. Para qualificar os briquetes determinou-se as dimensões, densidade aparente, densidade energética, carga de ruptura, poder calorífico inferior, poder calorífico útil e umidade de equilíbrio higroscópico. Conclui-se que o resíduo de Eucalipto apresentou melhores índices de densidade a granel, densidade energética, teor de carbono fixo, teor de cinzas, poder calorífico superior e poder calorífico útil. Recomenda-se os tratamentos 2 e 3, com pouca proporção de pinhão manso para garantir a alta densidade aparente e melhorar a resistência à carga de ruptura, e não interferir na qualidade química e energética dos briquetes.