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POTENCIAL ENERGÉTICO DA BIOMASSA E DO CARVÃO VEGETAL DO PIXÍDIO DE CASTANHA-SAPUCAIA (Lecythis pisonis Camb.)

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A região amazônica possui uma grande diversidade de fontes renováveis naturais, como, por exemplo, os caroços de açaí, tucumã e bacuri; os ouriços de castanha-do-brasil e sapucaia entre outros, no entanto, muitos desses resíduos são descartados no meio ambiente tendo pouco ou nenhum aproveitamento. Uma das alternativas para este entrave é a utilização da biomassa florestal. A castanha sapucaia é um exemplo de biomassa florestal que possui um grande potencial como insumo energético. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial energético da biomassa e do carvão do pixídio (pericarpo e mesocarpo) da castanha-sapucaia (Lecythis pisonis Camb.). Foram coletadas amostras do pixídio da castanha-sapucaia provenientes da safra 2016/2017 comercializada no perímetro urbano da cidade de Santarém. Aproximadamente 0,05 kg de biomassa do mesocarpo e pericarpo foram submetidas ao processo de moagem em um moinho de facas para ter seu tamanho reduzido. A partir das biomassas moídas e secas foram determinadas a composição química imediata e o poder calorífico. Após carbonização das amostras determinou-se o rendimento gravimétrico em carvão e a densidade aparente. A avaliação da composição química imediata e dos dados coletados após carbonização demonstraram maiores valores médios de carbono fixo (CF), densidade aparente (DA), poder calorífico superior (PCS) e menor teor de cinzas (TC) e materiais voláteis (MV) para as amostras de mesocarpo. De acordo com os resultados das avaliações realizadas, a biomassa e o carvão do mesocarpo das amêndoas de Lecythis pisonis apresentou maior potencial para ser utilizado como insumo energético.