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MORFOLOGIA DE FIBRAS E RELAÇÃO COM INDICES DE QUALIDADE DO PAPEL EM SERINGUEIRAS NATIVAS

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O presente trabalho teve como objetivo caracterizar a morfologia das fibras de Hevea brasiliensis e sua relação com índices de qualidade para a produção de polpa celulósica e papel. Foram amostradas dez árvores, cinco submetidas a exploração de látex e cinco não-exploradas, na Reserva Experimental de Catuaba, localizada em Senador Guiomard – AC, e delas retiradas quatro amostras radiais de maneira não destrutiva, utilizando-se uma sonda de Pressler, no início do painel de sangria quando presente. As lâminas para a determinação das características das fibras foram preparadas a partir do material macerado, coradas com solução aquosa de safranina a 1%. Foram tomadas as medidas de comprimento de fibra, largura total e diâmetro do lume. Os comprimentos de fibra variaram de 1261.30 a 1293.66 µm; largura de 29.04 a 34.36 µm; diámetro do lume de 20.52 a 22.29 µm; e espessura de parede de 4.09 a 6.05 µm. Os índices avaliados foram os de Runkel, que variou de 41.40 a 55.82; fração parede de 28.80 a 38.52; coeficiente de flexibilidade de 64.71 a 71.20; e índice de enfeltramento de 39.23 a 44.92. A análise morfológica das fibras e os índices de qualidade do papel para seringueiras nativas exploradas e não-exploradas mostrou resultados otimistas que a classificariam como espécie potencial para a produção de polpa celulósica e papel. Com base nisso, recomenda-se outros estudos visando a utilização da seringueira na fabricação de papel, como por exemplo rendimento da polpação, métodos de obtenção, etc., além de estudos de viabilidade econômica.