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ESTRUTURA ANATÔMICA MACROSCÓPICA DE TRÊS ESPÉCIES NATIVAS APÓS CARBONIZAÇÃO EM DIFERENTES TEMPERATURAS

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A maior parte do carvão vegetal brasileiro é originado de reflorestamento por árvores de eucalipto. Entretanto, madeiras extraídas ilegalmente de florestas nativas são carbonizadas e misturadas com lotes de madeira de eucalipto. O conhecimento das características da madeira carbonizada é importante afim de controlar o comercio ilegal de carvão vegetal. O objetivo desse trabalho foi descrever as características anatômicas macroscópicas das madeiras de Cedrela fissilis, Couratari multiflora e Vaitarea paraensis, antes e depois de carbonizadas em diferentes temperaturas. Os corpos de prova foram obtidos de amostras da xiloteca da UFLA-MG, foram orientados nos planos anatômicos e possuem dimensões de 20 x 15 x 15 mm. Estes foram secos em estufa a ±100°C e posteriormente carbonizados no forno mufla a uma taxa de aquecimento de 1,67°C em três temperaturas finais distintas, 350°C, 400°C e 450°C. As imagens macroscópicas do lenho e carvão foram obtidas através de um microscópio estereoscópio com uma câmera acoplada a ela. De maneira geral as espécies mantiveram suas características anatômicas macroscópicas após a carbonização. Os carvões de cedro e tauari nas temperaturas de 400°C apresentaram fissuras, isso demonstra a heterogeneidade dentro e entre espécies. Dentre as características observadas após a carbonização, vale destacar os parênquimas axiais que foram as estruturas mais visíveis, sendo assim, o conhecimento dos tipos e arranjos são determinantes para a identificação correta dos carvões. A criação de um banco de dados acessível para consulta com as características macro anatômicas das madeiras e carvões é necessária para auxiliar a fiscalização.