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ESTRATÉGIAS PARA APERFEIÇOAR O MONITORAMENTO DE COLEOBROCAS EM UNIDADES PRODUTORAS E DE PROCESSAMENTO DA MADEIRA.

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Coleobrocas, principalmente dos grupos Scolytinae, Bostrichidae e Platypodinae, são relatadas proporcionando danos na madeira obtida de reflorestamentos ou mata nativa. Embora, no Brasil, esses artrópodes sejam considerados pragas secundárias, tem causado prejuízos significativos na madeira recém abatida e em processo de secagem. Ainda, existem espécies que são consideradas quarentenárias, e sua ocorrência deve ser monitorada para certificar que a unidade produtora da madeira esteja sem a presença do inseto. Nesse contexto, otimizar estratégias de monitoramento desses insetos, é garantir a manutenção de condições eficientes para o controle, bem como para o processamento e comercialização de madeiras. Dessa forma, a avaliação da população desses organismos se dá pela instalação de armadilhas etanólicas nas unidades produtoras de madeira. Este Trabalho, portanto, objetivou avaliar a influência da cor da armadilha etanólica modelo SEMIFUNIL na eficiência de captura desses insetos. Para isso foram instaladas, em fragmento florestal, oito armadilhas etanólicas, sendo duas de cada cor (vermelha, amarela, preta e translúcida). Durante 10 meses realizou-se coletas semanais. Registrou-se que a armadilha fabricada com material translúcido é significativamente mais eficiente na captura de coleobrocas, em relação aos equipamentos pigmentados nas outras cores. Observou-se, também, que esse equipamento, quando instalado no campo, sofre colonização por microrganismos (fungos , bactérias e musgos), o que confere mudança do estado translúcido para uma cor acinzentada. Essa condição afeta negativamente a eficiência de captura da armadilha. Sendo, portanto, recomendado que após colonização desses organismos, a armadilha seja limpa, para com isso, readquirir a máxima eficiência de captura das coleobrocas.