Favorite this paper

Com grande biodiversidade e endemismo, o bioma da Caatinga merece destaque entre as formações florestais brasileiras, pois ocupa 9,92% do território nacional. Este bioma se encontra restrito a fragmentos desprotegidos e altamente alterados. Além disso, existe a crescente necessidade de avaliação da estocagem de carbono, para esse bioma, com vistas à minimização das mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases de efeito estufa. Neste contexto, este estudo teve como objetivo quantificar os estoques em volume, biomassa total e carbono nos fustes de um fragmento de Caatinga Arbustiva Arbórea Aberta na região nordeste do Brasil, no Município de Caicó, RN. Para a conversão de volume em biomassa foi obtida a densidade básica da madeira das espécies que representavam 91% do valor de importância (VI) da floresta. A porcentagem de carbono dessas espécies foi determinada por análise elementar da madeira. O estoque de carbono foi determinado considerando-se aquela porcentagem de carbono multiplicado pela biomassa seca de cada árvore. Para as espécies que não foram analisadas (9% do VI) utilizou-se um valor de densidade básica média ( ) e de carbono médio ( ), ponderados pelo valor de importância das espécies amostradas. Foi observado um estoque volumétrico igual a 15,5 m³ ha-1. A biomassa total média das árvores foi de 12 t ha-1, que correspondeu a um estoque de carbono de 5,7 tC ha-1. Conclui-se que a estocagem volumétrica, de biomassa e carbono é baixa, significativamente inferior aos estudos dos outros biomas brasileiros.