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EFEITO DO TEMPO DE ACONDICIONAMENTO NA MOLHABILIDADE DA SUPERFÍCIE DE OITO MADEIRAS NATIVAS

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As propriedades da superfície da madeira desempenham um papel importante na adesão e na aplicação de revestimentos. Entretanto, após a usinagem da madeira, a superfície inicia um processo de inativação que altera as suas características físicas, químicas e termodinâmicas, as quais por sua vez afetam a resistência e a durabilidade de revestimentos e adesivos. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do tempo de acondicionamento da madeira na molhabilidade da superfície visando contribuir para uma melhor compreensão do processo de inativação da superfície. Foram estudadas oito espécies de madeira: angelim (Parkia pendula), angelim pedra (Hymenolobium excelsum), abiurana (Pouteria guianensis), cedro (Cedrela odorata), cerejeira (Amburana acreana), cumaru (Dipteryx odorata), garapeira (Apuleia molaris) e jequitibá (Cariniana sp.). A molhabilidade foi avaliada pela análise de ângulo de contato utilizando um o método DSA (Drop Shape Analyser) com leituras de ângulo de contato a cada 10 segundos durante 2 minutos. Esse procedimento foi feito para a superfície fresca (recém usinada) e envelhecida após 7, 14 e 21 dias de acondicionamento com temperatura e umidade relativa controladas. As madeiras de abiruana, garapeira e cerejeira apresentaram uma redução gradual do ângulo de contato em função do tempo de acondicionamento, enquanto o ângulo de contato das madeiras de cedro e cumaru diminuiu até 14 dias, ocorrendo um aumento após 21 dias. O acondicionamento não afetou o ângulo de contato da madeira de angelim. Portanto, o tempo de acondicionamento afeta a molhabilidade da superfície da madeira, entretanto, esse comportamento é dependente da espécie.