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EFEITO DA TEMPERATURA FINAL DE CARBONIZAÇÃO E DIMENSÃO DAS AMOSTRAS NA RESISTÊNCIA DO CARVÃO VEGETAL

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O presente trabalho teve como objetivo avaliar a influência da temperatura final de carbonização e dimensões dos corpos de prova na resistência mecânica paralela às fibras do carvão vegetal de Alexa grandiflora Ducke. Foram três tratamentos nas carbonizações, com temperatura final de 300, 400 e 500ºC, as quais foram testadas em duas dimensões de corpo de prova, 4 cm e 6 cm de comprimento. O processo de carbonização foi realizado em mufla de resistência elétrica, sendo aplicada a taxa de aquecimento com aumento de 1,6ºC/min. Os ensaios foram realizados em uma máquina universal de ensaio. Na análise dos resultados foi realizada a Análise de Variância para verificação dos efeitos da temperatura e comprimento dos corpos de prova sobre a resistência mecânica do carvão. Houve efeito significativo do comprimento de corpo de prova na resistência à compressão do material. Ocorreu tendência ao decréscimo do módulo de resistência nas temperaturas máximas de 400ºC e 500ºC, sendo observado maior valor médio em 300ºC nos dois tipos de corpo de prova. O comportamento da resistência à compressão do carvão foi heterogêneo em relação ao comprimento dos corpos de prova, ocorrendo redução no módulo de resistência no maior comprimento testado. Recomenda-se a altura de 4 centímetros para corpo de prova em ensaios de compressão para resistência do carvão vegetal.